Inteligências de Conexão
A estratégia que nenhuma empresa deve se dar ao luxo de negligenciar
Isso mesmo. Na era das relações humanas, é essencial compreender caminhos de conexão para qualquer tipo de atividade.
Você já deve ter ouvido em algum lugar que estar perto é diferente de estar do lado de dentro. Esta é a melhor metáfora para mim sobre a arte de conectar: estar do lado de dentro. Com relações que se aprofundam, comungando, conflitando ideias e intenções, mas presentes para se ver, dando e recebendo como uma dança.
Tenho me dedicado nos últimos 8 anos a estudar e aprender sobre como criar ambientes e processos favoráveis à conexão humana. Para mim, este é o fim máximo de uma comunicação realmente autêntica.
Comecei a chamar de inteligências de conexão o que acredito serem tecnologias e saberes múltiplos que entram em ação para este propósito: um transbordar incrível quando as pessoas estão juntas, se sentem confortáveis, se vêem espelhadas em outras seja por compartilhar dores, seja por comungar de dúvidas ou ideais, se permitindo desafiar, criar juntas, entregar uma parte rica de si.
As inteligências podem ser de natureza técnica: conhecer e dominar ferramentas ou metodologias, como: Apps, games, rodas de conversa, soluções de desafios em grupo. E muita gente acha que dominando técnica dará conta. Mas isto não é tudo, sorry.
Existe a inteligência ancestral: aquela bagagem invisível que cada um traz de sua história pessoal e influencia diretamente no modo inconsciente de estar em coletividade. Que saberes você carrega, processa e entrega quando em grupo?
Há a inteligência de relação: relacionar etapas, processos. O que vem antes? O que pode vir a seguir? Como desenhar uma boa e efetiva experiência de colaboração?
Reconheço a inteligência das emoções: ler necessidades, lacunas, importâncias não reveladas. Saber criar espaço, saber lidar com este sutil e subjetivo das pessoas.
Tem ainda a inteligência do corpo: ele fala o tempo todo. Revela gostos e desconfortos. Diz sins e nãos. E é essencial contemplar a sua presença para respeitar as leis implícitas na geração de vínculos reais.
E como não mencionar a inteligência espacial, bem negligenciada nas lideranças mais convencionais? O lugar fala sim, minha gente. A sala, o local da reunião, o cheiro, a luminosidade são reveladores...
Criar conexões é abrir espaços. E eles precisam ser de convite e permissão.
Por isso as inteligências de conexão se diferem essencialmente da mera aplicação de dinâmicas: por serem um conjunto de saberes somados. São estratégias necessárias ao negócio não a serviço de entretenimento, mas de transformação.
Ninguém se afina com algo por imposição. Se você quer gente engajada seja no teu projeto, na tua empresa ou com o teu sonho, não chame elas para perto. Convide para o lado de dentro da tua jornada.
Tenho certeza que será infinitamente mais trabalhoso e você tem de estar disponível para isso. Contudo, será muito mais rico e efetivo do que tudo o que você poderia esperar.

